Artigo de Maria Carvalho Martins na rubrica artigos de opinião na revista Funds People.
“Em Blade Runner, de Ridley Scott, na cidade de Los Angeles corria o ano de 2019, quando a Tyrell Corporation criou os “replicantes” Nexus-6, seres artificiais concebidos para realizar tarefas que os humanos já não querem desempenhar. Mais fortes e talvez por isso mais perigosos, têm uma vida limitada de quatro anos. Os “blade runners” têm como missão “reformar” (matar) os replicantes. Rick Deckard recebe a missão de eliminar um grupo rebelde de Nexus-6 que regressa à Terra em busca de mais tempo de “vida”. Mas, à medida que o persegue, a fronteira entre humano e máquina, criador e criatura, torna-se menos nítida.
Em 2013, a UE (Tyrell) criou o seu Nexus-6: o EuVECA, com passaporte de comercialização, investimentos elegíveis e a regra de afetação de 70% do capital. Podia crescer, mas não demasiado; circular, mas não gerir além-fronteiras; financiar a inovação, desde que coubesse nas categorias imaginadas pelo legislador há mais de uma década.
Doze anos depois, em 15 de janeiro de 2026, a CE, Rick Deckard, lançou uma consulta pública . Desta vez, a missão não é “reformar” o Nexus-6, mas decidir se ainda cumpre a função para a qual foi criado ou se deve ser atualizado para o modelo Nexus-7 simplificado, mas eficiente, ou para uma máquina regulatória mais pesada e complexa. (…)”
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